Project
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Num território fortemente marcado pela paisagem natural e vistas privilegiadas sobre a Ingrina e a baía de Sagres, povoada por uma vegetação arbustiva que luta contra a rudeza do solo e a franca exposição aos ventos. É erigida a edificação com orientação nascente poente, assentando sobre o terreno sem movimentos de terras significativos, sem agressões ao lugar na tentativa de fazer uma barreira entre a zona edificada a poente e toda a abertura visual a nascente.
Um edifício, simples e monolítico de betão, coroado com uma peça em vidro que enfatiza o peso e a materialidade que emerge do solo, contra a transparência do piso em vidro e das estacas que incutem leveza à sua aparência apenas para contemplar a paisagem.
Respeitou-se as vistas privilegiadas sobre o Atlântico e ajustou-se o edifício a um programa de “casa de férias” tornando-se elementar, determinado pela forma de vida e costumes dos clientes. A caixa de vidro é a área social da casa que se abre para a esplêndida paisagem sobre o mar, unindo num só espaço a sala de estar e de jantar conseguindo-se uma amplitude espacial, usufruindo da paisagem e de uma transparência que nos coloca numa situação de relação directa entre o oceano e toda a vegetação circundante provocando uma total liberdade de espaço. O piso térreo é composto pelas comunicações verticais, cozinha, instalações sanitárias e dormitórios que se interligam directamente com a zona do solário tendo uma relação directa com o espaço circundante à casa.
Localização
Sagres, Vila do Bispo - Portugal
Ano
2008
Área de Construção
180 m²
Estado
Concluído
















Equipa
Rui Vargas, Osvaldo de Sousa
Telmo Rodrigues, Luís Matos, Marco Costa
Design Gráfico: Aquilino Sotero, Gonçalo Vargas
Consultores
Engenheiro: José Rui Mascarenhas, Juvenal José Garcez de Sousa
Técnico: Vidaúl Costa
Fotografia
João Mariano