Project
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O terreno situa-se a meio da encosta entre Campo de Ourique e Alcântara. O próprio terreno é uma encosta acidentada.
O projeto propõe construir e estruturar espaços de permanência e percursos transversais e longitudinais nessa encosta, tirando proveito das suas características - vista e exposição solar - minimizando assim, os impactos negativos da inclinação de acessos.
Considerando a exiguidade do espaço da intervenção e a diferença de cotas da envolvente, propõe-se implantar o edifício de forma a manter e expandir os percursos urbanos pedonais existentes. O edifício funcionará como uma charneira - um miradouro e patamar intermédio de articulação de cotas - promovendo a continuidade dos percursos quer com o futuro corredor verde, quer com a área urbana de Campo de Ourique a Nascente, e o Centro Social a Norte.
O embasamento faz a contenção do terreno, modelando espaços de estar, escadas e rampas acessíveis – é de betão, pedra, faz parte do chão, da ravina.
Os socalcos e muros de pedra de alvenaria seca são uma presença habitual em paisagens acidentadas humanizadas, pelo que a proposta procura recuperar esse equilíbrio de escala-linguagem na relação com a paisagem envolvente, em especial com a ravina que tem uma presença material bastante expressiva.
Em contraste, um corpo superior, leve e translúcido, em policarbonato, destaca-se na encosta enfatizando o contexto natural que o envolve. De dia, a sua transparência promove uma interação entre o interior e o exterior e, à noite, ilumina o espaço circundante. Este controlo visual é particularmente relevante para a uma utilização segura da envolvente, e em especial do percurso pedonal da Rua Fresca a Campo de Ourique, tangente ao edifício.
A cobertura, visível das cotas superiores da envolvente, estabelece uma relação geométrica com o miradouro intermédio (inflexão da Rua do Casal Ventoso de Baixo). A clareza do desenho, a organização ritmada dos painéis solares, e a proposta de introdução de uma manifestação plástica de arte urbana, confere-lhes uma imagem vibrante, vista de cima.
O edifício, pela sua volumetria e materialidade, integra-se assim de uma forma harmoniosa na paisagem natural da encosta e na paisagem cultural da envolvente, tirando partido da expressividade da ravina, da topografia acidentada e das vistas sobre o Vale de Alcântara.
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Localização
Lisboa, Portugal
Ano
2024
Área de Construção
1802 m²
Estado
Concurso











Team
TAEP/AAP + CASCA
Telmo Rodrigues, Rui Vargas
António Brigas, João Costa, Lionel Estriga, Maysi Vazquez, Pedro Miranda, Raquel Martins, Sofia Teixeira, Tânia Oliveira
Arquitectura Paisagista: Atelier Peninsular
Estruturas: José Pedro Venâncio
Especialidades (MEP): Jorge Vieira, Vitor Lopes, André Ferreira, Paulo Gregório, Daniel Ferreira
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